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R.P.F.C se prepara para os 100 anos.

Ribeirão Pires Futebol Clube prepara festa dos 100 anos de fundação
 
“Sob a luz de um lampião, nasceu o Ribeirão”, é assim que começa a obra que tem o mesmo título do saudoso escritor e historiador da Estância, Roberto Bottacin que conta a história do clube em atividade mais antigo do ABC: Ribeirão Pires Futebol Clube, o RFPC. Aos 98 anos de idade, prestes a completar 99, a diretoria realiza uma série de intervenções a fim de revitalizar o seu espaço físico e trazer mais conforto aos seus 6 mil associados.

Em entrevista à Folha o presidente Anderson Grecco, que encerra seu mandato no ano que vem, revelou que há um projeto de melhoria do espaço com uma nova visão arquitetônica.

“Estamos em estudos para dar uma nova cara ao clube nos seus 100 anos de fundação. Por enquanto não sabemos como vai ficar, mas podemos esperar boas novidades. Temos um grupo de arquitetos em estudos para isso”, explicou Grecco.


Dentro desta nova visão, no último ano o clube realizou um concurso para obter um novo mascote e o ganhador, Celso Kitagha, venceu após votação no site do RPFC. O artista fez uma versão estilizada do brasão do Ribeirão, que terá diversas versões de acordo com a atividade do clube e ainda haverá a exploração financeira disso com a criação de camisetas e adesivos com o mascote. O presidente ressaltou que a intenção é cada vez mais melhorar as condições do RPFC a quem fizer parte do clube e que isso reflita também na cidade.

“O Ribeirão faz parte da história da cidade e já colaboramos em várias frentes para estreitar a aproximação dos sócios e não sócios. Um bom exemplo disso são as parcerias entre o clube e a Prefeitura, sobretudo o esporte com a Secretaria de Juventude Esportes e Lazer. Este é um bom exemplo de responsabilidade social com nossa população que pouco conhece o Ribeirão”, disse Anderson.

Hoje o RPFC está instalado em uma área nobre do Centro da cidade em mais de 48 mil metros quadrados oferece diversas atividades aos seus frequentadores. A área esportiva conta com um campo de futebol com medidas oficiais, quadras poliesportivas para diversas modalidades. O lugar ainda tem uma quadra de tênis de saibro, conjunto aquático com três piscinas, sendo pelo menos uma semi-olímpica.

Academia de artes marciais e de musculação, auditório com mais de 200 lugares, três ginásios, um centro de treinamento de boxe. Além de um salão social amplo para mais de 2.500 pessoas. Entre tantos outros espaços, para acomodar bem seus sócios em diversas atividades e em diversas áreas seja esportiva, social, cultural, lazer, etc.

“Quem quiser conhecer melhor o RPFC e fazer parte desta família, pode usar a nossa mais nova ferramenta, o site: www.rpfc.com.br. Lá tem informações atualizadas do clube”, finalizou o presidente.




Uma breve história do Clube Ribeirão



No entardecer do dia oito de julho de 1911, oito jovens do pacato distrito de Ribeirão Pires se reuniram debaixo de uma árvore, sob a luz de um lampião, com a ideia de fundar um clube social e desportivo, o primeiro da localidade, que recebeu então o nome de Clube Atlético Internacional de Ribeirão Pires, nome que só foi mudado em assembléia realizada em 19 de maio de 1912. Nascia assim o Ribeirão Pires Futebol Clube (RPFC).

Portanto, a região ainda nem era emancipada, pois era parte do território de São Bernardo do Campo, e o nome de Ribeirão Pires já era um ícone para dar nome a uma sociedade esportiva.

As primeiras sedes foram provisórias, em imóveis cedidos por integrantes da diretoria. Em 1936 o clube comprou um terreno na avenida Santo André (atual Conteto) e foi iniciada a construção da sua primeira sede social própria, que foi inaugurada no dia 20 de janeiro de 1940. Nos primeiros anos da década de 40, as atividades consistiam em reuniões dançantes e futebol, no campo ao lado do Moinho da rua Major Cardim. Em 1947 foi comprado de João Ugliengo uma área de 30.000 metros quadrados para a construção da praça de esportes, atual área do RPFC. Na década de 50 foi iniciada a campanha para a construção do Estádio Felício Laurito, inaugurado em 1956 com um jogo entre Palmeiras e RPFC, com vitória do alvi verde do Parque Antarctica por 4 a 2.
O Ginásio de Esportes, que recebeu o nome do seu fundador, João Domingues de Oliveira, foi inaugurado quatro anos depois. A partir de 1960 foram iniciadas várias obras, como a primeira piscina, vestiários, futura sede social e outras dependências.

No dia 21 de janeiro de 1978, o então presidente do RPFC, Roberto Redivo, abria as portas do novo Salão Social para a inauguração das novas instalações, com um jantar baile denominado ''Noite Tropical''. Sua sede social é considerada hoje a segunda maior em espaço e comodidade no ABC. Comporta cerca de 600 pessoas sentadas ou 2.500 para shows
 

 


 
Brasão original do RPFC?



Ao olhar o brasão do Ribeirão Pires Futebol (RPFC) nota-se algo familiar e os santistas de plantão se remetem ao Santos Futebol Clube e então começa uma questão que já virou lenda na região: O RPFC copiou o brasão do Santos, ou foi o Santos que copiou o do Ribeirão?

Ao realizar uma breve pesquisa, realmente a data de fundação dos dois clubes, entre outras curiosidades, percebe-se que o Ribeirão é mais velho, sendo que o Santos é de 12 de abril de 1912 e o RPFC é de oito de julho de 1911.

Desde sua fundação, o Ribeirão usou o mesmo brasão e o Santos começou a usar o seu que permanece até hoje.

Mas se alguém teve seu símbolo copiado, não foram os dois clubes, que por coincidência também tem santistas membros entre seus fundadores, mas o copiado da história, se tem algum, foi a Ponte Preta de Campinas, fundada em 1900 e desde então utiliza o mesmo brasão semelhante aos dois clubes.

O fato é: copiado ou não, esta forma de brasão realmente é uma das mais comuns entre os clubes, principalmente de futebol. Além destes exemplos, o Bragantino também usa um semelhante e o Barcelona, tirando as cores, também utiliza da mesma marca.

 

 

 




 
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